Julia Lopes de Almeida, ilustre romancista brasileira

 

“… Os povos mais fortes, mais práticos, mais ativos, e mais felizes são aqueles onde a mulher não figura como mero objeto de ornamento; em que são guiadas para as vicissitudes da vida com uma profissão que as ampare num dia de luta, e uma boa dose de noções e conhecimentos sólidos que lhe aperfeiçoem as qualidades morais. Uma mãe instruída, disciplinada, bem conhecedora dos seus deveres, marcará, funda, indestrutivelmente, no espírito do seu filho, o sentimento da ordem, do estudo e do trabalho, de que tanto carecemos.”

– Júlia Lopes de Almeida, em “A Mensageira (rev. nº 1/1897)”. São Paulo: Imesp/Daesp, 1987. v. 1. p. 3.

“Por isto: o que não quero é escrever meramente; não penso em deliciar o leitor escorrendo-lhe n’alma o mel do sentimento, nem em dar-lhe comoções de espanto e de imprevisto. Pouco me importo de florir a frase, fazê-la cantante ou rude, recortá-la a buril ou golpeá-la a machado; o que quero é achar um engaste novo onde encrave as minhas idéias, seguras e claras como diamantes: o que quero é criar todo meu livro, pensamento e forma, fazê-lo fora desta arte de escrever já tão banalizada, onde me embaraço com raiva de não saber nada de melhor. (…) Quero escrever um livro novo, arrancado do meu sangue e do meu sonho, vivo, palpitante, com todos os retalhos de céu e de inferno que sinto dentro de mim; livro rebelde sem adulações, digno de um homem.”

– Júlia Lopes de Almeida, em ‘Ânsia eterna’. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1903, p. 1-2.

Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 1862 e morreu na mesma cidade, em 30 de maio de 1934. Filha de Valentim José Silveira Lopes, médico e professor e de Antonia Adelina Lopes.

Contista, romancista, cronista, teatróloga. Ainda na infância, transfere-se com a família para Campinas, São Paulo. Inicia seu trabalho na imprensa aos 19 anos, em A Gazeta de Campinas, numa época em que a participação da mulher na vida intelectual é rara e incomum. Três anos depois, em 1884, começa a escrever também para o jornal carioca O País, numa colaboração que dura mais de três décadas. Mas é em Lisboa, para onde se muda em 1886, que se lança como escritora. Com sua irmã Adelina, publica Contos Infantis, em 1887. No ano seguinte, casa-se com o poeta e jornalista português Filinto de Almeida (1857 – 1945) e publica os contos de Traços e Iluminuras. De volta ao Brasil, em 1888, logo publica seu primeiro romance, Memórias de Marta, que sai em folhetins em O País. Sua atividade em jornais e revistas – Jornal do Commercio, A Semana, Ilustração Brasileira, Tribuna Liberal – é incessante, escrevendo sobre temas candentes, apoiando a abolição e a república. Uma das primeiras romancistas brasileiras, sua produção literária é prolífica e abrange vários gêneros: conto, peça teatral, crônica e literatura infanto-juvenil. Seu estilo é marcado pela influência do realismo e do naturalismo francês, especialmente pelos contos de Guy de Maupassant (1850 – 1893) e romances de Émile Zola (1840 – 1902). A cidade do Rio de Janeiro, capital federal, em período de turbulência política e econômica, é o cenário mais amplo de suas ficções assim como o ambiente privado das famílias burguesas serve às tramas e à construção de seus personagens, é o caso do romance A Falência, lançado em 1901 – para muitos a sua obra mais importante. Júlia ainda obtém destaque no Brasil e no exterior em conferências e palestras sobre temas nacionais e sobre a mulher brasileira; participa ativamente de sociedades femininas no Rio de Janeiro. Reconhecida em sua atividade literária por seus pares contemporâneos, escreve também obras mais esperadas por uma mulher de sua época, como O Livro das Noivas e Maternidade, que alcançam grande sucesso de público, tanto quanto seus romances. Está entre os intelectuais que participam do planejamento e da criação da Academia Brasileira de Letras – ABL, da qual seu marido é fundador e ocupante da cadeira número 3 – no entanto, por ser mulher, é impedida de ingressar na instituição. Entre 1913 e 1918 volta a viver em Portugal, e publica suas primeiras peças teatrais e um livro infantil com seu filho Afonso Lopes de Almeida. Na década seguinte, muda-se para Paris, onde alguns de seus textos são traduzidos e publicados.

:: Fonte: Enciclopédia de Literatura Brasileira/Itaú Cultural

“As cenas brutas do livro, o pequeno alcoólico, foram pressentidas através do muro que dividia o meu colégio de um movimentado cortiço de S. Cristóvão. Aquele ambiente inspirou a minha sensibilidade de menina muita melancolica…”

– Júlia Lopes de Almeida, em “Memórias de Marta” (1899).Florianópolis: Editora Mulheres, 2007, p. 14.

CRONOLOGIA


1869
 – Muda-se com a família para Campinas, São Paulo, pois seu irmão irá se dedicar a uma fazenda de vinhedos. Nessa cidade, a família residirá até 1885.1862 – Em 24 de setembro desse ano, nasce Júlia Valentina Silveira Lopes, na Rua do Lavradio, 53, na cidade do Rio de Janeiro. Foram seus pais o Dr.Valentim José da Silveira Lopes, Visconde de São Valentim, e D.Antônia Adelina Pereira, ambos portugueses emigrados para o Brasil. Em razão de saúde frágil, a jovem filha do Dr. Valentin não freqüentará escolas regulares, mas receberá os primeiros ensinamentos de sua irmã Adelina e de sua mãe; depois, completará seus estudos com o pai, dono do Colégio de Humanidades, e com alguns professores particulares de inglês e de francês.

1875 – Primeira viagem com sua família a Portugal.

1881 – Por influência de seu pai, Dr.Valentin, escreve sua primeira crônica, Gemma Cuniberti, que é publicada na “Gazeta de Campinas” em 7 de dezembro.

1884 – Dá início a sua colaboração como cronista do jornal “O País”, do Rio de Janeiro.

1885 – Em uma viagem ao Rio de Janeiro para visitar a irmã Adelina, através do Diretor de “A Semana”, Valentin Magalhães, é apresentada ao poeta português Francisco Filinto de Almeida.

1886 – Acompanha a família a Portugal. De lá, envia crônicas para a Gazeta de Campinas (“Lizt”, “Lisboa na rua”). Publica, em colaboração com sua irmã Adelina, o livro Contos Infantis. Em 1891, por decisão da Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária da Capital Federal, este livro será adotado para uso nas escolas primárias do Rio de Janeiro e depois para as de todo o Brasil durante mais de vinte anos.

1887 – Ainda em Portugal, publica, às suas expensas, seu primeiro livro de contos: Traços e Iluminuras. Em 28 de novembro, casa-se com Francisco Filinto de Almeida na Igreja de Santo Domingo. Passa a colaborar em diversos jornais e almanaques, tanto do Brasil quanto de Portugal.

1888 – O casal retorna ao Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro, no casarão da rua Haddock Lobo. Logo, eles mudam-se para o Campo de São Cristóvão, onde nasce seu primeiro filho, Afonso. Publica, em folhetim, seu primeiro romance com o sobrenome de casada: Memórias de Martha.

1889 – Os Lopes de Almeida transferem a residência para a capital paulista, onde Filinto irá dirigir o jornal “A Província de São Paulo” e será eleito deputado estadual. Júlia Lopes continua sua colaboração em diversos jornais e revistas. Publica, pela Casa Durski, de Sorocaba, as Memórias de Martha

1891 – Publica em folhetim na “Gazeta de notícias”, do Rio de Janeiro, A família Medeiros. Colabora no ”A Estação” (1888 – 1891).

1892 – Sai, em volume, A Família Medeiros. Segundo a crítica Lúcia Miguel Pereira (1950:266), essa edição esgotou-se em três meses.

1893 – Após a perda de dois dos filhos, Adriano e Valentina, nascidos em São Paulo, o casal volta a residir com o Dr. Valentim, no Rio de Janeiro. Logo, alugam uma casa na Rua Aprazível, n.7, em Santa Tereza.


1895
 – Em folhetim, a “Gazeta de notícias” publica A Viúva Simões.1894 – Nasce seu quarto filho, Albano. Continua colaborando com a “Gazeta de Notícias”.

1896 – Primeira edição do Livro das Noivas. Em abril, nasce a filha Margarida.

1897 – Publicação da obra A Viúva Simões em formato de livro pela Antonio Maria Pereira Editor, de Lisboa. 1899 – Iniciada no ano anterior, segue a publicação, no “Jornal do Comércio”, do Rio de Janeiro, do romance A casa verde, escrito em conjunto pela ficcionista e pelo marido, Filinto. Nascimento da filha caçula, Lúcia.

1901– Com uma carreira consolidada e tendo obtido sucesso e retorno financeiro, a publicista carioca lança a obra A falência que, devido ao apreço do público, tem uma segunda edição nesse mesmo ano.

1903 – Sai, pela Casa H.Garnier, seu livro de contos Ânsia eterna.

1904 – Ela e o marido dão início às obras do casarão de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde residirão até 1925 e onde manterão o “Salão Verde”, local frequentado pelos artistas e intelectuais da época, tanto brasileiros quanto estrangeiros.

1905 – Publica a coletânea de algumas de suas crônicas jornalísticas: Livro das donas e donzelas. O jornal do Comércio apresenta mais um de seus enredos romanescos: o folhetim A intrusa.

1907 – Lança Histórias da nossa terra, contos infantis. Continua publicando em revistas e almanaques, no Brasil e em Portugal.

1908 – Publicação do seu romance A intrusa em forma de livro. É agraciada com o prêmio da Exposição Nacional com sua peça teatral A herança.

1910 – Compilados e publicados em um volume vários monólogos e diálogos intitulados Eles e Elas. Devido ao sucesso, há uma segunda edição nesse mesmo ano.

1911 – Publica um romance sobre a vida dos pescadores de Copacabana, Cruel Amor.

1912 – É premiada em primeiro lugar no concurso de comédias e dramas aberto pela Companhia Dramática Nacional com o drama Quem não perdoa.

1913 – Viaja com a família para Portugal e outros países europeus. É desse ano a edição de Correio da Roça.

1914 – Reverenciada, aclamada, é homenageada em Paris, na data de 14 de fevereiro, com um jantar oferecido no famoso Mac-Mahon Palace Hotel, ao qual comparecem a intelectualidade francesa e muitos brasileiros, dentre eles, Olavo Bilac e Medeiros e Albuquerque. Retorna com a família acossadosa pela guerra iminente. Ainda nesse ano é publicado o romance A Silveirinha (crônica de um verão).

1915 – Homenagem da sociedade e da intelectualidade brasileiras na passagem do aniversário da romancista, com recepção no Salão do Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro. Afonso casa-se com Isaura Diniz Drumond.

1916 – Sempre preocupada com as crianças e a Natureza, publica o livro A Árvore, em parceria com seu filho Afonso.

1917 – Aparece o volume intitulado Teatro, contendo três peças: Quem não perdoa, Doidos de amor e Nos jardins de Saul, publicado na cidade do Porto, em Portugal. Publica Era uma vez, livro de contos.

1918 – Faz uma viagem de navio para conhecer o Sul do país. É recebida e homenageada no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

1920 – Publica Jornadas no meu pais, resultado da viagem ao sul do Brasil.

1922 – Convidada a ir a Buenos Aires, profere a conferência intitulada “Brasil” diante do Consejo Nacional de Mujeres de La Argentina. No jornal “La Nación”, de Buenos Aires, sai o conto La tuerta (A caolha), em 22.10 desse ano. Publica A Isca (4 novelas). Participa do I Congresso Feminino do Brasil, realizado no Rio de Janeiro.

1923 – Sai um livreto com a conferência intitulada “Oração à Santa Dorotéia”.


1925
 – Primeiro partem Margarida, Lúcia e Filinto. Júlia providencia a venda do casarão de Santa Teresa, aplica o dinheiro em ações e parte com Albano e a esposa. Embarca no cais Pharoux dia 03 de setembro. A escritora passará a residir com a família em um apartamento no n.8 da Avenue de Friedland.1924 – A filha de Júlia, Margarida, recebe um prêmio da Escola de Belas Artes, do Rio de Janeiro, que a obriga a ficar Estudando em Paris por quatro anos. A Família resolve acompanha-la.

1928 – No passaporte há o registro da entrada na Itália em setembro e a chegada na Alemanha em 10 de outubro. Faz tratativas com Jean Duriau para a tradução de Memórias de Marta e A família Medeiros.

1929 – Continua viajando seguidamente: Oslo, Espanha, Bélgica, Alemanha. Passeios em Nice, onde se hospedam no Hotel de Londres, estações de cura em Vichy. No entanto, não pára de trabalhar. Muitos de seus contos foram traduzidos para o idioma francês e acabaram sendo publicados em jornais parisienses. Aproveita para corrigir muitos de seus textos, reedita as Memórias de Marta e escreve um novo romance, ambientado em Paris, Pássaro Tonto.

1931 – Retorno da romancista e de Filinto ao Brasil. Afonso é cônsul em Xangai e Margarida permanece na Europa realizando espetáculos. Fixam residência na Av. Nossa Senhora de Copacabana, 466. Prepara um livro intitulado Os outros, que acabou inédito.

1934 – Viaja à África para trazer de volta a filha Lúcia, que adoecera, as netas e o genro. Vitimada pela febre amarela e com complicações renais e linfáticas, vem a falecer oito dias depois de sua chegada ao Rio de Janeiro, em 30 de maio. É enterrada no cemitério São Francisco Xavier. Comparecem as maiores autoridades da terra, artistas, amigos, parentes e admiradores. Um mês após sua morte é publicado Pássaro Tonto, seu último romance.

:: Fonte: SALOMONI, Rosane Saint DenisCronologia de Júlia Lopes de Almeida./Editora Mulheres

“Por que não o hei de enganar do mesmo modo? Em consciência, não há homens nem mulheres: há seres com iguais direitos naturais, mesmas fraquezas e iguais responsabilidades…Mas não há meio dos homens admitirem semelhantes verdades. Eles teceram a sociedade com malhas de dois tamanhos – grandes para eles, para que seus pecados e faltas saiam e entrem sem deixar sinais; e extremamente miudinhas para nós.”

– Júlia Lopes de Almeida, em “Eles e elas”. 2ª ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves,  1922, p. 137.

“A estante de uma mulher de espírito e de coração, isto é, de uma mulher habilitada a aprender e conservar o que ler; que souber que isso a instrui, a forma apta para 


dirigir a educação dos filhos, dando-lhe superioridade e largueza de vistas; a estante de uma mulher inteligente e cuidadosa, que ama seus livros, não são como um mero 

adorno de gabinete, mas como a uns mestres sempre consoladores e sempre justos, essa estante é um altar onde o seu pensamento vai, cheio de fé, pedir amparo numa hora 
de desalento, e conselho num momento de dúvida. […] 
Aprender para ensinar! Eis a missão sagrada da mulher. É preciso para isso que a leitura seja sã, bem feita. O gosto bem educado transmitir-se-á sem mácula e sem esforço aos filhos. Convençamo-nos de que de que o espírito, para dominar, deve ter sido dominado pela força suprema e bendita dos que são mais fortes ou trabalham mais.”
– Julia Lopes de Almeida, em “Livro das noivas”. 3ª ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1914. p. 37-39.

OBRA

Romance

:: A família Medeiros (romance).. [publicado originalmente no folhetim do jornal carioca Gazeta de Notícias, entre outubro e dezembro de 1891]. 1893; 2ª ed., São Paulo: Horacio Belfort Sabino, 1894, 384p.; Rio de Janeiro: Empresa Nacional de Publicidade, 1919; reedição (Introdução de Norma Telles, orelhas de Luiz Rufatto). Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2009, 496p.

:: Memórias de Marta (romance).  Sorocaba: Casa Durski, 1899; reedição (pesquisa, organização, cronologia e introdução de Rosane Saint-Denis Salomoni). Florianópolis: Editora Mulheres, 2007.

:: Memórias de Marta (romance). Paris: Livraria Francesa e Estrangeira, Truchy-Leroy, 1930, 159p. Exemplar disponível em pdf com autografo da autora.

:: A falência (romance).  Rio de Janeiro: Editora Oficina de Obras d’A Tribuna, 1901. reedição (atualização do texto e introdução de Elódia Xavier e orelhas de Norma Telles). Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2003, 374p.:: A viúva Simões (romance).. [publicado originalmente no folhetim na Gazeta de Notícias/Rio de Janeiro, 1895]. Lisboa/Portugal: Antonio Maria Pereira, Editor, 1897, 210p.; 9ª ed., (atualização do texto, introdução e notas de Peggy Sharpe), Florianópolis: Editora Mulheres, 1999.

:: A intrusa (romance).. [publicado originalmente em folhetim no Jornal do Comércio/Rio de Janeiro, 1905]. Editora Livraria Francisco Alves, 1908, 302p.; 2ª ed., Porto/Portugal: Livraria Simões Lopes, 1935; 3ª ed., (introdução e organização de Elódia Xavier). Rio de Janeiro: Departamento Nacional do Livro e Fundação da Biblioteca Nacional, 1994.

:: Cruel amor (romance)..  [publicado originalmente em folhetim no Jornal do Comércio/Rio de Janeiro, 1908]. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves e Cia, 1911.

:: Correio da roça (romance epistolar).. [publicado originalmente em folhetim no Jornal O País/Rio de Janeiro, de 07 de setembro de 1909 a 17 de outubro de 1910]. Livraria Francisco Alves e Cia, 1913, 109p.; 7ª ed. Rio de Janeiro: INL/Presença, 1987.

:: A Silveirinha: Crônica de um verão. (romance).. [publicado originalmente em folhetim no Jornal do Comércio/Rio de Janeiro, 1913]. Livraria Francisco Alves e Cia, 1914; reedição (edição revista, com introdução de Sylvia Perlingeiro Paixão). Florianópolis: Editora Mulheres, 1997, 309p.

:: A casa verde (romance ).. [com Filinto de Almeida]. . [publicado originalmente no Jornal do Comércio/Rio de Janeiro, de 18 de dezembro a 16 de março de 1898, sob pseudônimo comum de A. Julinto]. São Paulo. Companhia Editora Nacional, 1932, 428p.

:: Pássaro Tonto. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1934, 187p.

Contos

:: Traços e iluminuras. Lisboa/Portugal: Tipografia Castro & Irmão, 1887, 263p.

:: Ânsia eterna. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1903; 2ª ed., com revisão e modificações da autora, Rio de Janeiro: A Noite, 1938, 264p.

:: A Isca (quatro novelas: A isca; o homem que olhava para dentro; O laço azul e O dedo do velho). Rio de Janeiro: Leite Ribeiro, 1922, 290p.

Crônicas

:: Livro das Noivas de receitas e conselhos domésticos. Rio de Janeiro: Editora Typ. da Companhia nacional editora, 1896, 222p.; São Paulo: Castorino Mendes Editor, 1929.:: Eles e Elas. [publicados originalmente no jornal carioca O País, de 1907 a 1909 – nas colunas: reflexões de um marido; reflexões de uma esposa; e reflexões de uma viúva]. Editora Livraria Francisco Alves, 1910, 266p.

:: Livro das Donas e Donzelas. Editora Livraria Francisco Alves e Cia, 1906, 198p.

Infantil e juvenil

:: Contos Infantis (em verso e prosa).. [com Adelina Lopes Vieira]. Lisboa/Portugal: Livraria Editora, 1896; 17ª ed., Editora Livraria Francisco Alves, 1927, 182p.

:: História da nossa terra. (contos infantis). Livraria Francisco Alves, 1907; 21ª ed., 1930.

:: Era uma vez… (conto infantil). Rio de Janeiro: Editora Jacinto Ribeiro dos Santos, 1917.

:: A árvore (Coletânea de crônicas e poemas).. [com Afonso Lopes de Almeida]. Editora Livraria Francisco Alves, 1916, 175p.

Teatro

:: A herança: peça em um ato. Editora Typ. do Jornal do Commercio, 1909, 53p.

:: Teatro. [três peças: Quem não perdoa (três atos); Doidos de amor (um ato); e Nos jardins de Saul (um ato).]. Porto/Portugal: Editora Renascença,  1917, 188p.

Manuscritos (teatro)

:: O Caminho do Bem. Manuscrito autógrafo inédito. Campinas, 1883.

:: A Última Entrevista. Manuscrito autógrafo inédito. [s.d.].

Outros escritos

:: Jornada no meu país [relato de uma viagem ao sul do Brasil em 1918].. (ilustrações de Albano Lopes de Almeida). Livraria Francisco Alves, 1920.:: Jardim florido, jardinagem. [livro sobre jardinagem]. Rio de Janeiro: Leite Ribeiro, 1922, 192p.

Ensaios e conferências

:: Brasil. Conferência pronunciada por la autora em la Biblioteca Del Consejo Nacional de Mujeres de la Argentina. Buenos Aires, 1922.

:: Cenas e paisagens do Espírito Santo. [monografia descrita de uma viagem feita a Espírito Santo em 1919]. Revista do Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro, Tomo 75, 2 parte pág. 177-217.

:: Maternidade. (obra pacifista).. [publicada originalmente no Jornal do Comércio/Rio de Janeiro, entre agosto de 1924 a agosto de 1925]. Rio de Janeiro: Olívia Herdy e Cabral Peixoto, 1925, 238p.

:: Oração a Santa Dorotéia [Conferência proferida para celebrar as atividades literárias patrocinadas pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no auditório do Instituto Nacional de Música, no início do século XX]. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1923.

:: Corimbo. Rio Grande do Sul, nº 113, 31 jul. 1918. p. 1-3.

Traduções

Francês

Les Porcs. Revue de l’Amerique Latine, tome XVII, n° 87. Paris, Mars 1929.

Les Roses. In: Deux Nouvelles Brésiliennes (tradução de Jean Duriau). Dunkerque: Imprimerie du Commerce (G. Guilbert), 1928.

“O livro é um amigo; nelle temos exemplos e conselhos, nelle um espelho onde tanto as nossas virtudes como os nossos erros reflectem. Repudial-o seria loucura; escolhel-o é sensato.”

– Julia Lopes de Almeida, em “Livro das noivas”. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 4ª ed., 1926, p.38. (grafia original)

Colaboração em jornais e revistas

:: Almanaque – Gazeta de Notícias (1897-1898)

:: Almanaque Literário de São Paulo (1884)

:: A Bruxa (1897):: Gazeta de Campinas (18881)

:: A Estação (1888-1891)

:: A Semana (1885-1887, 1894)

:: Correio de Campinas.

:: Diário de Campinas.

:: Estado de São Paulo.

:: Gazeta de Notícias (1888-1894)

:: Ilustrada Brasil-Portugal (1899-1914). Revista quinzenal ilustrada. Disponível na Hemeroteca Digital da BN. (acessada em 29.4.2014).

:: Jornal do Comércio.

:: Kosmos.

:: O Mundo Literário.

:: O País (1907-1912) parte dos seus textos foram destruídos devido a um incêndio, teria publicado nesse jornal por aproximadamente 30 anos, segundo depoimentos do filho Afonso Lopes de Almeida.

:: Revista Brasil.

:: Revista dos Novos, São Paulo (1895-1886)

:: Tribuna Liberal, Rio de Janeiro (1888-1889)

Colaboração em revistas femininas

:: A família, São Paulo e Rio de Janeiro (1888-1889)

:: A mensageira, São Paulo (1898-1900)

:: Nosso Jornal, Rio de Janeiro (1919-1920) — [com Cacilda Martins]

:: Revista Feminina, São Paulo (1915-1917)

“Não podemos afirmar se têm razão os que declaram que Júlia Lopes de Almeida foi nossa George Sand. Parece-nos mesmo, que não há motivos para, nesse terreno, se fazer comparações e traçar paralelos. Júlia Lopes de Almeida dispunha de personalidade própria, virtude que se evidencia principalmente nos seus contos e novelas curtas. Sua obra reflete com brilho e colorido uma época da vida da burguesia rica do Brasil, sem preocupação de crítica social, é verdade, mas com profundo sentimento e compreensão dos nossos costumes, preconceitos e falhas.”

– José Veríssimo, em “Letras e literatos”. Rio de Janeiro: José Olympio, 1936.

PUBLICAÇÕES RECENTES DA OBRA DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA, PELA EDITORA MULHERES 
NARRATIVAS
(títulos publicados da escritora, por Zahidé Lupinacci Muzart, na Editora Mulheres)
:: A Silveirinha. [introdução por Sylvia Paixão]. Florianópolis: Editora Mulheres, 1997, 312p.
:: A viúva Simões. [atualização do texto e introdução por Peggy Sharpe; orelhas de Maria Angélica Guimarães Lopes]. Florianópolis: Editora Mulheres, 1999, 216p.
:: A falência. [Organização e introdução por Elódia Xavier; orelhas de Norma Telles]. Florianópolis: Editora Mulheres, 2003, 376p.
:: Memórias de Marta. [atualização do texto, introdução e apontamentos biográficos Rosane Saint Denis Salomoni; orelhas Eliane T. A. Campello]. Florianópolis: Editora Mulheres, 2007, 168p.
:: A Família Medeiros. [atualização e fixação do texto por Marco Antônio Toledo Neder; introdução por Norma Telle; apontamentos biográficos, Rosane Saint-Denis Salomoni; orelhas de Luiz Ruffato]. Florianópolis: Editora Mulheres, 2009, 496p.
:: Pássaro tonto. [organização e introdução Zahidé L. Muzart; apontamentos biográficos, Rosane  Saint-Denis Salomoni; orelhas de Nadilza de Barros Moreira].  Florianópolis: Editora Mulheres, 2013, 224p.
:: Ânsia eterna. Contos. [organização e introdução Zahidé L. Muzart; orelhas de Eliane Campello; bibliografia, Peggy Sharpe]. Florianópolis: Editora Mulheres, 2013, 248p.
:: Correio da roça. [organização Zahidé Muzart; introdução por Ana Helena C. Belline, apontamentos biográficos, Rosane  Saint-Denis Salomoni]. Florianópolis: Editora Mulheres, 2014, 264p.

“A mulher brasileira conhece que pode querer mais, do que até aqui tem querido; que pode fazer mais, do que até aqui tem feito. Precisamos compreender antes de tudo e afirmar aos outros, atados por preconceitos e que julgam toda a liberdade de ação prejudicial à mulher na família, principalmente dela, que necessitamos de desenvolvimento intelectual e do apoio seguro de uma educação bem feita.”

 – Júlia Lopes de Almeida, em “A viúva Simões” 1ª ed., 1897, p. 3.

Funesta


Do fundo oceano da paixão, rolando,

Se passas junto a mim, eu sinto as vagas

Quebrarem-se em meu peito, como quando

Rebentam as do Mar nas duras fragas.

Da luz do teu olhar sereno e brando

Toda a minh’alma docemente alagas;

Se por acaso ris-te e se me afagas,

Semiânime julgo-me tombando!

Tens sobre mim a ação misteriosa

Que sobre o aço tem o imã! Cismo

Que já me empolga a força deliciosa!

Sou presa desse eterno magnetismo!

E quando tu me fitas silenciosa,

Sinto que vou rolar num fundo abismo!

– Filinto de Almeida, em “Lírica”, 1887.

“Nos tempos antigos, a mulher era calma, submissa, pacífica e retraída; mas seria tudo isso por ter mais bom senso, mais felicidade e menos ambição? Não me parece. O motivo devia ser outro; o motivo devia de estar na atmosfera que a envolvia e em que não existia nenhum elemento agitador. Não somos nós que mudamos os dias, são os dias que nos mudam a nós.  Tudo se transforma, tudo acaba, tudo recomeça, criado pelo mesmo princípio, destinado para o mesmo fim. Nascemos, morremos e no intervalo de uma outra ação, vivemos a vida que nosso tempo nos impõe.

O que ele impõe hodiernamente à mulher é o desprendimento dos preconceitos, a luta, sempre dolorosa, pela existência, o assalto às culminâncias em que os homens dominam e de onde a repelem.  Mas, seja qual for a guerra que lhe façam, o feminismo vencerá, por que não nasceu da vaidade, mas da necessidade que obriga a triunfar.”

– Júlia Lopes de Almeida, em “Livro das donas e donzelas”. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1906, p.72-73.

O lago
[A Julia Lopes de Almeida]

Um pouco d’água só, e, ao fundo, areia ou lama.
Um pouco d’água em que, no entanto, se retrata
O pássaro que o voo aos ares arrebata,
E o rubro e infindo céu do crepúsculo em chama.

Água que se transmuda em reluzente prata,
Quando, do bosque em flor, que as brisas embalsama,
A lua, como uma áurea e finíssima trama,
Pelos ombros da Noite a sua luz desata.

Poeta, como esse lago adormecido e mudo,
Onde não há, sequer, um frêmito de vida,
Onde tudo é ilusório e passageiro é tudo,

Existem, sobre um fundo, ou de lama ou de areia,
Almas em que tu vês apenas refletida
A tua alma, onde o sonho astros de oiro semeia.
– Júlia Cortines, em “Vibrações”. Rio de Janeiro: Laemmert & C. – Editores, 1905.


FORTUNA CRÍTICA DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA

[estudos acadêmicos: livros, teses, dissertações, monografias, artigos e ensaios]

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